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NADA SEREI

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Ontem eu estava estudando o que ia falar para as crianças no nosso culto de consagração das caixas de Natal. Esse é um projeto que eu amo loucamente. Há 12 anos atrás, sem a menor pretensão, experimentamos fazer nossa cantata de maneira diferente, agregando presentes para distribuir junto com a apresentação. Sempre preparei cantatas de Natal com as crianças. Literalmente (affff!), gerações já passaram pela época das cantatas. Mas era muito vazio. Ensaiávamos meses, era uma encrenca muito grande por uma noite de apresentação em que os pais babavam e os outros membros da igreja se dividiam entre interessados e entediados. Fizemos grandes produções, teve até criança voando dentro da igreja. Mas era nada. Hoje, 12 anos e quase 40.000 caixas depois, não consigo lembrar como era essa sensação da apresentação única. Vamos por aí, cantando e presenteando onde podemos, espalhando amor. Literalmente, amor. Porque mesmo com a chateação, era muito mais simples antes. Agora não ensaiamos tant...

Campeão Moral

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Dando mais uma parada nos meus projetos, preciso escrever sobre campeões morais. Desde pequena lembro de ser campeã moral da Copa do Mundo (ok, na última nem campeão moral deu pra ser), do vôlei, da gincana da escola. Ser campeão moral é, basicamente, ser injustiçado. Se a injustiça é real ou imaginária, indifere. Ser campeão moral é especialidade dos brasileiros. Desde pequena, nunca gostei disso. Ser campeão moral não adianta nada. Mas essa semana o campeão moral mudou na minha cabeça.  Campeão moral não é o nosso futebol, esse sim, sempre com condição humana e estrutural de vencer de fato e caindo por seus próprios erros. O exemplo de campeões morais, para mim, são o Wilbert Batista e a Laís Emerick. Eu não gosto nem de tirar par ou ímpar com eles, porque eles não perdem. É um espírito vitorioso que só quem conhece entende o que eu estou falando. Brincadeira de acampamento, só se for na equipe deles, porque a competição está no sangue. Já vi a Laís, no fim do dia, dar...