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Mostrando postagens com o rótulo cheia de vida

Marinate Your Dreams - Marine Seus Sonhos

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Marinate your Dreams - marine seus sonhos. Ouvi essa frase num podcast hoje e ela me pegou de jeito.Uma pessoa estava contando a história do sonho dela que está completando 10 anos desde que saiu do papel, uma linda história de luta, loucura, dor e alegria. Tudo começou com uma ideia num guardanapo. A dona do sonho seguiu contando a trajetória, e a parceira dela saiu com essa expressão, "marinate your dreams". (Era uma conversa em inglês) Marinar é pegar um alimento e transformá-lo com temperos, fazendo seu sabor crescer esperando o tempo necessário para que esse alimento incorpore os sabores dos outros ingredientes. É preciso deixar ali, descansando, por muitas horas, uma noite ou até mais de um dia. Esse processo é interessante. Acontece uma fusão de sabores e possibilidades que só o tempo cria. Veja só: pegue seu sonho, escrito num guardanapo, num caderno, nas notas do telefone ou do computador, e coloque tempero. Pense nas possibilidades. Acrescente outras coisa...

O DIA EM QUE EU VIREI GENTE GRANDE

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Que dia eu virei gente grande? Ontem, 08/09/2016! Sou adulta há muito tempo. Já tive filho, escrevi um livro e acho que plantei uma árvore, não me lembro bem. Dei muitas voltas ao mundo. Casei, duas vezes. Tive parto normal sem anestesia, duas vezes. Perdi, ganhei, e aquela coisa toda que a gente fala quando quer mostrar que é adulta. Apesar de ser definitivamente adulta, só ontem me senti gente grande, e pelo motivo mais bobo possível: aos 44 anos, pela primeira vez eu pintei as unhas do pé com esmalte escuro! Pode rir, mas é verdade. Me senti gente grande, um sentimento engraçado. Em todo esse tempo, as unhas dos meus pés só conheceram o esmalte "Renda", e quando conheceram o vinho, foi como o despertar de uma nova era! Passei o dia olhando minhas unhas e me sentindo gente grande. Fiz Yoga, e me senti gente grande, como alguém que é master em alguma coisa, sabe? Por alguma razão que desconheço, no meu subconsciente unhas dos pés pintadas de cor forte são sinal de que ...

Cheia de vida?

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Minha primeira postagem foi dia 26/10/10, e eu era mesmo cheia de vida. Cheia de atividades, amigos, viagens, sucesso profissional. Uma família saudável, fama de boa moça na igreja, tudo indo muito bem. Só que a vida foi passando. A empresa foi decaindo, as viagens diminuindo, a morte chegou bem perto... E tudo isso foi mudando minha visão da vida. Nada contra o que vivi antes, mas eu não era cheia de vida, porque eu achava que vida eram as minhas conquistas, os elogios, os sorrisos, os agrados e a bajulação. Por fim os que eu pensava amigos se foram e a fama de boa moça também. E quanto mais eu morria, mais eu vivia. Quanto mais meu chão e minhas paredes desabavam, mais se manifestava a minha verdadeira essência. Me descobri filha da Graça de Deus, escondida em suas asas e protegida da maldade. A maldade existe, dói, mas não me toca. E descobri que quem é cheia de vida se cuida, faz bolo, cupcake, caixa de sapato, festa, mas acima de tudo, ama. Ama profundamente. Perdi mu...

Realizando um Sonho

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Em 2011 eu conheci o paraíso. Chama-se Hawaii. Caí de amores, para mim o paraíso é lá de verdade. Se você me der uma passagem só de ida, que seja para Honolulu. Voltei algumas vezes, e toda a minha vida foi influenciada pela cultura havaiana. E agora estou dando vida a um sonho que nasceu no meu paraíso. Foi em 2013 que tive a oportunidade de ir a um spa inesquecível. A Disney tem um resort perto de Honolulu, e um spa com a marca Disney: qualidade sem precedentes. Entrei, recebi aquele roupão mara, me puseram numa sala linda para esperar e quando minha massagista veio, me levou até uma mesa e me pediu para escolher a essência que mais gostava. Quando finalmente escolhi, ela pegou tudo e fez o esfoliante que usaria ali mesmo, com ingredientes que tenho em casa. Foi a melhor massagem da minha vida.  Ganhei um potinho com o que sobrou e usei até o osso, quase lambi. Queria prolongar aquela sensação ao máximo. Queria ter um esfoliante daqueles sempre no meu banheiro. Comecei a pesq...

DISCONCORDANDO

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Aqui em casa falamos "disconcordo". Mais delicado que discordo, não é? Então, é assim que desejo abordar meus assuntos de hoje, "disconcordando", com toda educação. Cada dia fico mais incomodada com as pressões desnecessárias e as necessidades que vão sendo criadas a cada hora. Sou a favor do progresso, da tecnologia, da evolução sempre, mas eu definitivamente não vou engolindo as coisas porque todo mundo faz, comprando a novidade que não posso viver sem e assumindo regras e verdades criadas, muitas vezes, para trazer à vida um novo nicho de mercado. Disconcordo dos artigos de nutrição, minhas amigas nutricionistas me perdoem. Vivemos uma paranóia alimentar sem precedentes. Disconcordo dos modismos esportivos. Desde quando fazer musculação é treinar? Porque todo mundo tem que correr? Lutar? Dançar? Cada um é um, e não é melhor nem pior pelas escolhas que faz em termos de atividade física. Quem corre despreza quem caminha, quem caminha despreza quem não faz ...

Mãe???? Que morre???????

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Há alguns meses me chamaram para fazer parte de um vídeo clipe, e preciso contar um momento muito engraçado que vivi nessa história. Estava eu sentada no meu canto num domingo à noite, quando fui chamada por um cidadão. Fui atrás dele e entrei numa sala. Sentei e comecei a ouvir. Me contaram que estavam produzindo o clipe de "Quando Chove", e que seria a história de uma filha que perde a mãe e luta contra a dor. Uma mãe que ensinou sobre Deus à filha, e o caminho de volta que essa filha faz até Deus no meio do seu luto. Amei a história e me identifiquei muito, até por ter perdido meu pai e a música ter falado lá no fundo da minha alma. A primeira frase da música: "uma pausa na dor", é algo que só compreende totalmente quem está de luto. Bom, estava eu lá viajando na história, imaginando as gravações, quando ouço: ..."e a gente queria que você fizesse a mãe". Oi??? Desde quando eu sou a mãe, e ainda a mãe que morre????? Acho que levei uns 5 segundos para...

Até a última gota

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Por alguns dias, achei que teria que trocar o nome do blog. Como ser cheia de vida quando perdemos um pedaço de nós? Tenho pensado muito nisso, estado atenta aos meus sentimentos. Estou achando difícil deixar a morte do meu pai para trás. É como se eu pudesse continuar ali, naquele tempo e naquele espaço, e assim perpetuar um pouquinho mais a existência dele nessa terra. Se eu fosse fazer um desenho, eu estaria agarrada à lápide de seu túmulo com unhas e dentes. Parece que existe um sentimento de culpa em deixar nossos mortos para trás, quase como se fosse pecado continuar a vida. Mas não é pecado. Se não fui eu quem morreu, preciso ficar viva. Preciso respirar, sentir, viver, mudar, continuar, levar adiante o legado que ele deixou. Realmente, tive que rever meu conceito de cheia de vida. Ser cheio de vida é estar de peito aberto para o que der e vier, o que é bom e o que é ruim. O que é péssimo também. É jogar tudo isso num liqüidificador e beber, mesmo fazendo careta, e dali extr...