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O DIA EM QUE EU VIREI GENTE GRANDE

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Que dia eu virei gente grande? Ontem, 08/09/2016! Sou adulta há muito tempo. Já tive filho, escrevi um livro e acho que plantei uma árvore, não me lembro bem. Dei muitas voltas ao mundo. Casei, duas vezes. Tive parto normal sem anestesia, duas vezes. Perdi, ganhei, e aquela coisa toda que a gente fala quando quer mostrar que é adulta. Apesar de ser definitivamente adulta, só ontem me senti gente grande, e pelo motivo mais bobo possível: aos 44 anos, pela primeira vez eu pintei as unhas do pé com esmalte escuro! Pode rir, mas é verdade. Me senti gente grande, um sentimento engraçado. Em todo esse tempo, as unhas dos meus pés só conheceram o esmalte "Renda", e quando conheceram o vinho, foi como o despertar de uma nova era! Passei o dia olhando minhas unhas e me sentindo gente grande. Fiz Yoga, e me senti gente grande, como alguém que é master em alguma coisa, sabe? Por alguma razão que desconheço, no meu subconsciente unhas dos pés pintadas de cor forte são sinal de que ...

Clara & Clarinha

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Meu marido me chama de Clara. Gosto muito desse nome. E agora tem a Clarinha... Uma bebê esperta e charmosa que roubou totalmente meu coração. Ela me impressiona todo dia. Nasceu de 7 meses, e quando conheci tinha 3 meses, com carinha de recém nascida. Nos reencontramos 1 mês depois e já era outra criança, risonha e barulhenta. A alegria da casa onde mora. Mais 1 mês, e nosso laço ficando mais forte, assim como ela. Os cabelos começaram a crescer, muitos cachinhos. O olhar da Clarinha me impressiona. Ela não vai rindo para qualquer um, não. Quando você chega, ela franze uma sobrancelha e te examina de alto a baixo. Depois dá um sorriso desdentado e cai na farra com você. Domingo cheguei lá e pela primeira vez não teve sobrancelha franzida, fomos direto para a risada! Pulou, gritou e balançou os bracinhos. Se ela fosse uma bebê nascida a termo já seria muito esperta, mas quando lembro que nasceu mais de dois meses antes da hora, é realmente impressionante. Parece ter um entendimen...

Mãe???? Que morre???????

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Há alguns meses me chamaram para fazer parte de um vídeo clipe, e preciso contar um momento muito engraçado que vivi nessa história. Estava eu sentada no meu canto num domingo à noite, quando fui chamada por um cidadão. Fui atrás dele e entrei numa sala. Sentei e comecei a ouvir. Me contaram que estavam produzindo o clipe de "Quando Chove", e que seria a história de uma filha que perde a mãe e luta contra a dor. Uma mãe que ensinou sobre Deus à filha, e o caminho de volta que essa filha faz até Deus no meio do seu luto. Amei a história e me identifiquei muito, até por ter perdido meu pai e a música ter falado lá no fundo da minha alma. A primeira frase da música: "uma pausa na dor", é algo que só compreende totalmente quem está de luto. Bom, estava eu lá viajando na história, imaginando as gravações, quando ouço: ..."e a gente queria que você fizesse a mãe". Oi??? Desde quando eu sou a mãe, e ainda a mãe que morre????? Acho que levei uns 5 segundos para...

NADA SEREI

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Ontem eu estava estudando o que ia falar para as crianças no nosso culto de consagração das caixas de Natal. Esse é um projeto que eu amo loucamente. Há 12 anos atrás, sem a menor pretensão, experimentamos fazer nossa cantata de maneira diferente, agregando presentes para distribuir junto com a apresentação. Sempre preparei cantatas de Natal com as crianças. Literalmente (affff!), gerações já passaram pela época das cantatas. Mas era muito vazio. Ensaiávamos meses, era uma encrenca muito grande por uma noite de apresentação em que os pais babavam e os outros membros da igreja se dividiam entre interessados e entediados. Fizemos grandes produções, teve até criança voando dentro da igreja. Mas era nada. Hoje, 12 anos e quase 40.000 caixas depois, não consigo lembrar como era essa sensação da apresentação única. Vamos por aí, cantando e presenteando onde podemos, espalhando amor. Literalmente, amor. Porque mesmo com a chateação, era muito mais simples antes. Agora não ensaiamos tant...

ACEITAÇÃO

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Quando a vida vai ficando mais simples, vai diminuindo o assunto. Será? Tenho espaçado tanto as postagens que fica parecendo. Mas a verdade é bem outra. É tanto a assimilar e entender, e às vezes é tão difícil mudar algumas coisas que não consigo achar as palavras certas para escrever. Começo a escrever e vai virando um livro! No último post falei sobre respiração. O básico dos básicos. Outra coisa básica se chama ACEITAÇÃO. Aceitação em todas as formas. Aceitar minhas imperfeições, aceitar as injustiças da vida, aceitar o inesperado, aceitar o ônus de minhas escolhas. Aceitar simplifica a vida. Não o aceitar estilo "vaquinha de presépio", mas o aceitar consciente das coisas que você não pode mudar, e das que você precisa mudar. Viver simples é escolher suas lutas. É aprender a não coar o mosquito e engolir o camelo. Aceitar o que o que não é prioridade vai para o final da fila até segunda ordem. O que não é prioridade? O pensamento alheio sobre mim é um bom exemplo. Min...