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Clara & Clarinha

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Meu marido me chama de Clara. Gosto muito desse nome. E agora tem a Clarinha... Uma bebê esperta e charmosa que roubou totalmente meu coração. Ela me impressiona todo dia. Nasceu de 7 meses, e quando conheci tinha 3 meses, com carinha de recém nascida. Nos reencontramos 1 mês depois e já era outra criança, risonha e barulhenta. A alegria da casa onde mora. Mais 1 mês, e nosso laço ficando mais forte, assim como ela. Os cabelos começaram a crescer, muitos cachinhos. O olhar da Clarinha me impressiona. Ela não vai rindo para qualquer um, não. Quando você chega, ela franze uma sobrancelha e te examina de alto a baixo. Depois dá um sorriso desdentado e cai na farra com você. Domingo cheguei lá e pela primeira vez não teve sobrancelha franzida, fomos direto para a risada! Pulou, gritou e balançou os bracinhos. Se ela fosse uma bebê nascida a termo já seria muito esperta, mas quando lembro que nasceu mais de dois meses antes da hora, é realmente impressionante. Parece ter um entendimen...

Espaço de tensão

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Em um lugar bem, bem distante, há uma mulher passando pelo mesmo que eu. Escreve coisas que chegam a me assustar, porque sua mensagem tem nome completo, cpf e endereço: o meu. Hoje, lendo seu blog, me deparei com esse texto, que traduzo aqui livremente: " Essa semana minha amiga, Amy, postou uma frase de Tim McKee que me abalou. Ele disse, 'o trabalho de uma pessoa madura é carregar luto em uma mão e gratidão na outra, e ser alargada por eles.' Existe uma coisa poderosa sobre o espaço que está entre nossas duas mãos cheias. Entre nosso luto e nossa gratidão fica o nosso coração - e é aí que acontece o trabalho mais duro. O espaço do coração é onde trabalhamos nossa maturidade espiritual. Talvez você esteja tentando achar um jeito de reconciliar seu luto com o seu senso de gratidão. Talvez você esteja tentando encontrar o equilíbrio entre eles. Talvez você esteja vivendo no espaço apertado que há entre o lutar e o voar. Se é assim, venha para o seu tapete (ela é instru...

DISCONCORDANDO

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Aqui em casa falamos "disconcordo". Mais delicado que discordo, não é? Então, é assim que desejo abordar meus assuntos de hoje, "disconcordando", com toda educação. Cada dia fico mais incomodada com as pressões desnecessárias e as necessidades que vão sendo criadas a cada hora. Sou a favor do progresso, da tecnologia, da evolução sempre, mas eu definitivamente não vou engolindo as coisas porque todo mundo faz, comprando a novidade que não posso viver sem e assumindo regras e verdades criadas, muitas vezes, para trazer à vida um novo nicho de mercado. Disconcordo dos artigos de nutrição, minhas amigas nutricionistas me perdoem. Vivemos uma paranóia alimentar sem precedentes. Disconcordo dos modismos esportivos. Desde quando fazer musculação é treinar? Porque todo mundo tem que correr? Lutar? Dançar? Cada um é um, e não é melhor nem pior pelas escolhas que faz em termos de atividade física. Quem corre despreza quem caminha, quem caminha despreza quem não faz ...

Organizando o cardápio... e meu tempo!

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Em 2011, quando tive o privilégio enorme de participar com outras 29 mulheres do treinamento do Instituto Haggai de Maui, fui surpreendida várias vezes. Aquilo que eu estava ansiosa para ouvir, que eu achava que precisava aprender, pouco me acrescentou. Mas aqueles assuntos que eu achava que dominava... esses mexeram muito comigo. Um deles foi administração, ou mordomia. Administração de recursos, talentos e tempo. De que maneira eu estava utilizando esses 3 pontos. Desde então, comecei a fazer pequenas e constantes mudanças na minha vida, buscando otimizar o que está nas minhas mãos. Sabe aquelas propagandas "mais tempo pra você"? Mais ou menos isso. Eu queria mais tempo para me relacionar com as pessoas. Já faz um tempo que sou organizada em relação à alimentação em casa. Faço cardápios e tudo o mais.  Mas só fazer cardápio não estava adiantando. Muitas vezes me vi triste da vida na frente do cardápio porque estava morta, ou só com preguiça mesmo. Uma receita simples,...

Absorvendo

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Estou sempre com pressa. Ou estava. Sempre correndo de uma coisa para outra, para outra, para outra e... para outra. Correr não é o problema, o problema é não viver. Passar pela vida sem absorver nada. Quando lá atrás decidi descer da rodinha de hamster da sociedade ( http://cheiadevida.blogspot.com.br/2014/07/o-hamster-rebelde.html ), meu tempo mudou, assim como minha velocidade. Talvez hoje eu realize ainda mais coisas do que naquela época, porque estou aprendendo a administrar meu tempo muito melhor. Assim como está acontecendo agora, nessa vibe "ame seu corpo e simplifique a vida". Eu gostaria de ter assunto para postar sobre isso todo dia, mas a verdade é que estou absorvendo. Estou meditando, destrinchando, recebendo em meus poros e em minha mente que não sou defeituosa, sou "assombrosamente maravilhosa". Tudo que há em mim, sem tirar nem por, faz de mim única. Ser único num mundo de 7 bilhões de pessoas demora a entrar na mente. Somos únicos,...

A luz "marvada"

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Quem já quase morreu de raiva num provador? Não sei o que fazem com aquela iluminação "mardita" que revela todas as suas celulites, dobrinhas e outras cositas. É quase um raio X!!!!! Aquela luz fria é inclemente quando provamos um biquini, affff...... Desde o último post estou pensando, meditando numa passagem da Bíblia que diz que os olhos são a lâmpada do corpo. Se os olhos forem bons, toda o corpo será iluminado. Se forem maus, o corpo ficará em trevas. Pensando na luz do provador, cheguei à conclusão que aquela luz branca é a trevaaaaa!!!!!!! Gosto da luz branca para iluminar minha casa quando quero ver as sujeiras, as manchas, todos os defeitos. Quando quero aconchego, namoro, bate papo gostoso, não dá clima. Preciso de uma luz acolhedora, que realce o que é bonito e esconda os pequenos defeitos, faça as pessoas se sentirem bem. Assim tem que ser a luz que emana de mim. De mim para os outros e de mim para mim mesma. Quando me olho no espelho, meus olhos têm que...

Mãe???? Que morre???????

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Há alguns meses me chamaram para fazer parte de um vídeo clipe, e preciso contar um momento muito engraçado que vivi nessa história. Estava eu sentada no meu canto num domingo à noite, quando fui chamada por um cidadão. Fui atrás dele e entrei numa sala. Sentei e comecei a ouvir. Me contaram que estavam produzindo o clipe de "Quando Chove", e que seria a história de uma filha que perde a mãe e luta contra a dor. Uma mãe que ensinou sobre Deus à filha, e o caminho de volta que essa filha faz até Deus no meio do seu luto. Amei a história e me identifiquei muito, até por ter perdido meu pai e a música ter falado lá no fundo da minha alma. A primeira frase da música: "uma pausa na dor", é algo que só compreende totalmente quem está de luto. Bom, estava eu lá viajando na história, imaginando as gravações, quando ouço: ..."e a gente queria que você fizesse a mãe". Oi??? Desde quando eu sou a mãe, e ainda a mãe que morre????? Acho que levei uns 5 segundos para...