Imagem de Mihai Paraschiv por Pixabay Já perdi a conta dos dias de quarentena. Já ri horrores das piadas, brasileiro é engraçado demais. Já pirei, já decidi que minha filha se formou, tosei a cachorra, fiz bolo, fiz cortina, assustei com o presidente, aplaudi o ministro, passo horas nas redes sociais, estou numa luta feroz contra as pulgas. Cursos online? Estou fazendo 3, um na minha área e outros dois em áreas que também me atraem. Estou lendo um livro que estava querendo, lavando roupa, fazendo tudo que envolve o dia a dia de uma família. A pandemia me pegou no pulo, entre empregos: saí de um e ia começar outro, estou suspensa no ar esperando os próximos capítulos, então nem estou de home office, estou de home home mesmo. Mas parece que estou muito atrás de todo mundo. Todo mundo está arrasando nessa quarentena, menos eu. As receitas já saíram dos cadernos, as fotos dos baús, os amigos perdidos reconectados, as igrejas online, as famílias sorrid...
Era uma vez três garotinhas. As mais doces, obedientes, alegres e aventureiras que conheci. Elas topavam tudo, sem tempo ruim. As garotinhas foram crescendo e vivemos muitas aventuras juntas. Fomos ao Hopi Hari quantas vezes? Não sei. Foram crescendo, desabrochando, virando mulheres incríveis. Maduras, fortes, sem perder a doçura, a alegria e o espírito aventureiro. Se aventuraram pela vida com intensidade e sensibilidade. Uma vez dei a Natália e Mariana a incumbência de criar uma coreografia para a cantata de Natal. A música dizia: "coração de ouro, um coração refinado e moldado, lapidado com amor." A cara delas. A vida foi levando e sendo levada. Vieram tempestades. Não estou falando dessas que arrancam telhas, e sim das que arrancam casas inteiras do chão. De repente tinha menina caída pra todo lado, tipo cenário de filme-catástrofe. Elas levantaram e continuaram a vida. Doídas e profundamente feridas, continuaram andando sem perder a fé, a leveza e a alegria. ...
Imagem do filme Cinderella. Em Cinderella, a mãe ensina um segredo profundo, o fio que conduz a história da garotinha que perde sua vida estruturada e se torna órfã, sofre humilhação e abusos verbais da madrasta e suas novas irmãs durante anos, mas no final é recompensada por sua atitude diante da vida; um conto de fadas que poderia ser realidade para muitas outras Cinderelas. O segredo é: "seja bondosa e tenha coragem". Esse conselho aparentemente infantil é, na verdade, para poucos. Bondade e coragem são para os fortes. Essas palavras deveriam decorar o quarto de todas as crianças desse planeta, porque elas são as estratégias corretas para lutar com a vida, não importa como ela lute com você. A vida bate. Bate muito; é uma lutadora casca grossa que te empurra e provoca. Como você vai encarar? A luta é inevitável e a vida é implacável; tem que ter a estratégia certa. Para cada movimento da vida você tem que ser rápida em se adaptar. Quem luta achando que é Gabriela,...
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