Imagem de Mihai Paraschiv por Pixabay Já perdi a conta dos dias de quarentena. Já ri horrores das piadas, brasileiro é engraçado demais. Já pirei, já decidi que minha filha se formou, tosei a cachorra, fiz bolo, fiz cortina, assustei com o presidente, aplaudi o ministro, passo horas nas redes sociais, estou numa luta feroz contra as pulgas. Cursos online? Estou fazendo 3, um na minha área e outros dois em áreas que também me atraem. Estou lendo um livro que estava querendo, lavando roupa, fazendo tudo que envolve o dia a dia de uma família. A pandemia me pegou no pulo, entre empregos: saí de um e ia começar outro, estou suspensa no ar esperando os próximos capítulos, então nem estou de home office, estou de home home mesmo. Mas parece que estou muito atrás de todo mundo. Todo mundo está arrasando nessa quarentena, menos eu. As receitas já saíram dos cadernos, as fotos dos baús, os amigos perdidos reconectados, as igrejas online, as famílias sorrid...
Pensando num título para o post não pude deixar de pensar nessa frase. Usei só para ficar legal, porque o post não é sobre a filha… A pergunta real é: "quais são as suas intenções?" Semana passada enfrentei meu maior desafio até aqui: o meu banheiro! Na quinta, dia de lavar banheiro, pedi para minha mais que fiel escudeira tirar TUDO de dentro dele, do teto ao chão, e colocar em cima da minha cama. Quase caí para trás quando vi o tudo. Rodrigo chegou para almoçar procurando um canto para dar uma descansada e teve que deitar no sofá. Lembrando do "se não souber por onde começar, comece pelo que está na sua frente", comecei. Primeiro eu ficava só mudando as coisas de lá para cá, tentando juntar coisas parecidas. Gente, será que sou acumuladora?????? Aos poucos comecei a realmente arrumar alguma coisa, mas muito devagar. Tive que parar, respirar e voltar a pensar: quais são as suas intenções? Comecei a listar mentalmente algumas: 1 - saber o que eu tenho 2 - gav...
Era uma vez três garotinhas. As mais doces, obedientes, alegres e aventureiras que conheci. Elas topavam tudo, sem tempo ruim. As garotinhas foram crescendo e vivemos muitas aventuras juntas. Fomos ao Hopi Hari quantas vezes? Não sei. Foram crescendo, desabrochando, virando mulheres incríveis. Maduras, fortes, sem perder a doçura, a alegria e o espírito aventureiro. Se aventuraram pela vida com intensidade e sensibilidade. Uma vez dei a Natália e Mariana a incumbência de criar uma coreografia para a cantata de Natal. A música dizia: "coração de ouro, um coração refinado e moldado, lapidado com amor." A cara delas. A vida foi levando e sendo levada. Vieram tempestades. Não estou falando dessas que arrancam telhas, e sim das que arrancam casas inteiras do chão. De repente tinha menina caída pra todo lado, tipo cenário de filme-catástrofe. Elas levantaram e continuaram a vida. Doídas e profundamente feridas, continuaram andando sem perder a fé, a leveza e a alegria. ...
Comentários